MINHO | MIÑO

Por Carlos Casteleira

 
 
 
Ao longo dos tempos a fronteira física e mental, que constitue o Rio Minho e as culturas ligadas a ele, foram evoluindo. Hoje o Rio aparece como um patrimônio comum que constrói pontes entre as suas margens. Como foi pensar e construir realidades que rejeitam barreiras e fronteiras que teimam em resistir ?  Como viver com os outros ? A minha vivência, entre França e Portugal, tem sido acompanhada por perguntas ligadas a fronteira, a paisagem, a identidade e a importância do dialogo que estabelecemos com as margens.
 

Sobre o autor:

Com formação em ótica e em fotografia, Carlos Casteleira vive em França desde os finais dos anos 60. É professor assistente na Escola Superior de Arte de Aix en Provence desde 1995. Enquanto agente de ação cultural, trabalhou com a comunidade portuguesa do sul de França, (“Ser e Estar” 1995 - éd. Créaphis). Trabalhou ainda com outras populações (Burkina Faso e Ilha da Reunião, no Brasil, Cabo Verde e Moçambique), mas é em Portugal que tem mais interesses.  Curador na edição de 2011 da Bienal de Cerveira, tem sido convidado a participar nas edições posteriores. Participou em residências artísticas em Guimarães (Capital Europeia da Cultura, 2012) e em Vila Nova de Cerveira (2013). Organizou várias visitas de estudantes e artistas franceses ao Brasil e a Portugal e vice versa. Dedica-se a realização de projetos artísticos ligados ao meio ambiente e a paisagem com os quais formamos ecosistemas.